“ CIDADE LIMPA e sustentável?”
Num momento em que todos discutem “sustentabilidade” entre outros temas ditos de “responsabilidade sócio-ambiental” parecemos imergir sob o fogo de um marketing desmedido. Tudo muito bonito... mas vamos a essência!
Vamos avaliar a dita RESPONSABILIDADE de que todos falamos, sem falar do entendimento pleno do que seja realmente “sustentabilidade”. Onde nossos pensamentos, ações e atitudes se coadunam com este belo discurso?
Ao que parece, simples e direto, estamos numa viagem inercial. Estamos todos envolvidos neste tema de importância mundial mas... e as nossas verdadeiras responsabilidades?
- alguns encaram tudo como um grande modismo, outros como uma tendência preocupante... etc... Mas, o caso aqui é apenas atentar para uma reflexão, sobre a qual repousa nossas verdadeiras responsabilidades.
POLUIÇÃO VISUAL OU MERCHANDISING?
Vamos agora ao tema de momento (e local): PUBLICIDADE EXTERNA.
Ouvimos alguns até citarem que se trata de uma questão “ética”. Ora, façamos primeiro um entendimento sobre o tema. Acho válido e enriquecedor o debate, mas muitas vezes cheira hipocrisia notar posicionamentos pessoais diante das contradições em seu atos, propostas e projetos. Ignorando conceitos, afinal... de qual “ética” estamos falando¿ . Parece que somos literalmente empurrados por movimentos situacionistas, quando quem deveria propor normatização e promover os debates, se calam como autoridade constituída. Debates também devem servir pra isso, afinal não podemos falar em “ética” quando não existem normas, leis e regras especificas para o assunto.(¿)
No Brasil, parece que tudo acontece às avessas. Primeiro, o problema desabrocha para depois corrermos atrás da solução (ou confusão), quando poderíamos - com as instituições que temos - estar a frente com programas seguros, precavendo e contribuindo favoravelmente com nossa sociedade. E isso me parece válido também para outras questões do ambiente urbano, tais como a “MOBILIDADE , “LIXO”, “ENERGIA” etc. Heranças, desinformação, excesso ou completa falta de exercício na autoridade constituída, posicionamentos pessoais... ufa! Parece que estamos mesmo vivendo num mundo de desequilíbrios do “ Salve-se quem puder”( ... ).
Eu não me rendo, somos todos responsáveis pelas respostas de nossas indagações (...).
Gilmar lima
Arquiteto e urbanista
atmosfera2@atmosfera2.com.br
(41) 9927-0941
segunda-feira, junho 25, 2007
segunda-feira, junho 04, 2007
construção sustentavel...?
CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL... BIOARQUITETURA OU PERMACULTURA?
Um tema surpreendentemente "antigo" para muitos, que como nós, com mais de vinte anos de formação profissional, já tiveram oportunidades de chamar o tema tão polêmico e "atual" de arquitetura bioclimática, ou bioarquitetura, quando poucos se dedicavam ao tema.
Ainda ao ínicio dos anos 80, embora muito tímidamente, algumas entidades foram criadas, algumas palestras eram ministradas e debates sobre questões ambientais, de sustentabilidade construtiva em ambientes humanos, mas entre palestras e escassos recursos disponibilizados para pesquisas, a bioarquitetura lamentavelmente, não teve o amparo tão necessário naquela epóca.
Parece estranho... mas não é.
A bioarquitetura é um dos campos de estudos da permacultura (advém de "permanent culture") , termo cunhado pelo australiano Bill Mollison (Tansmânia), em meados dos anos 70, para descrever um instigante e complexo sistema de design para a criação de ambientes humanos sustentáveis.
Os objetivos da permecultura, estão voltados para a criação de sistemas que sejam ecologicamente corretos, economicamente viáveis, que supram suas próprias necessidades (no sentido em que sejam capazes de produzir maior energia do que consomem), baseados em sistemas produtivos tradicionais e que também sejam capazes de conciliar conhecimento científico moderno e tecnológico.
Se você estiver encontrando difilculdades para encontrar bibliografia sobre bioarquitetura em fontes de arquitetura, tente procurá-las nas fontes sobre permacultura e você se surpreenderá. A maior referência ainda continua sendo o livro "Permaculture: a designer s manual" do próprio Bill Mollison. No final da década passada, o Ministério da Agricultura e do Abastecimento, por meio do projeto Novas Fronteiras da Cooperação para o Desenvolvimento sustentável, publicou o livro "Introdução à permacultura" que é na verdade uma compilação das idéias desenvolvidas no livro de Bill Mollison.
fonte de apoio: portal - forum arcoweb
arquiteto Gilmar Lima
Um tema surpreendentemente "antigo" para muitos, que como nós, com mais de vinte anos de formação profissional, já tiveram oportunidades de chamar o tema tão polêmico e "atual" de arquitetura bioclimática, ou bioarquitetura, quando poucos se dedicavam ao tema.
Ainda ao ínicio dos anos 80, embora muito tímidamente, algumas entidades foram criadas, algumas palestras eram ministradas e debates sobre questões ambientais, de sustentabilidade construtiva em ambientes humanos, mas entre palestras e escassos recursos disponibilizados para pesquisas, a bioarquitetura lamentavelmente, não teve o amparo tão necessário naquela epóca.
Parece estranho... mas não é.
A bioarquitetura é um dos campos de estudos da permacultura (advém de "permanent culture") , termo cunhado pelo australiano Bill Mollison (Tansmânia), em meados dos anos 70, para descrever um instigante e complexo sistema de design para a criação de ambientes humanos sustentáveis.
Os objetivos da permecultura, estão voltados para a criação de sistemas que sejam ecologicamente corretos, economicamente viáveis, que supram suas próprias necessidades (no sentido em que sejam capazes de produzir maior energia do que consomem), baseados em sistemas produtivos tradicionais e que também sejam capazes de conciliar conhecimento científico moderno e tecnológico.
Se você estiver encontrando difilculdades para encontrar bibliografia sobre bioarquitetura em fontes de arquitetura, tente procurá-las nas fontes sobre permacultura e você se surpreenderá. A maior referência ainda continua sendo o livro "Permaculture: a designer s manual" do próprio Bill Mollison. No final da década passada, o Ministério da Agricultura e do Abastecimento, por meio do projeto Novas Fronteiras da Cooperação para o Desenvolvimento sustentável, publicou o livro "Introdução à permacultura" que é na verdade uma compilação das idéias desenvolvidas no livro de Bill Mollison.
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