construção sustentável 1
O conceito de Construção Sustentável baseia-se no desenvolvimento de um modelo que permita à construção civil enfrentar e propor soluções aos principais problemas ambientais de nossa época, sem renunciar à moderna tecnologia e à criação de edificações que atendam as necessidades de seus usuários.
Construção Sustentável é um sistema executivo que promove alterações conscientes no entorno, de forma a atender as necessidades de edificação e uso do homem moderno, preservando o meio ambiente e os recursos naturais, garantindo qualidade de vida para as gerações atuais e futuras.
Características básicas dos Edifícios Sustentáveis
• Gestão sustentável da implantação da obra
• Consumir mínima quantidade de energia e água na implantação da obra e ao longo de sua vida útil
• Uso de matérias-primas ecoeficientes
• Gerar mínimo de resíduos e contaminação ao longo de sua vida útil
• Utilizar mínimo de terreno e integrar-se ao ambiente natural
• Não provocar ou reduzir impactos no entorno –paisagem, temperaturas e concentração de calor, sensação de bem-estar
• Adaptar-se às necessidades atuais e futuras dos usuários
• Criar um ambiente interior saudável (free VOCs/COVs)
• Proporcionar saúde e bem-estar aos usuários.
Construção civil e economia sustentável
A construção civil é o segmento que mais consome matérias-primas e recursos naturais no planeta e é o terceiro maior responsável pela emissão de gases do efeito estufa à atmosfera, compreendidos aí toda a cadeia que une fabricantes de materiais e usuários finais (construtoras, empreiteiras etc.).
A Construção Sustentável tem, portanto, papel fundamental no desenvolvimento e incentivo de toda uma cadeia produtiva que possa alterar seus processos para um foco mais ecológico, de forma a reverter o quadro de degradação ambiental, bem como para preservar os recursos naturais para futuros usos e as gerações vindouras.
Não existe um padrão único para uma Construção Sustentável, Podem haver variadas formas de se enteder uma obra sustentável. O que permite que uma obra seja considerada sustentável é a avaliação do local de sua implantação e o planejamento de todas as intervenções, de forma a agredir ao mínimo o meio ambiente antes, durante e depois da construção.
Esta avaliação permitirá definir também o grau de sustentabilidade da obra, ou seja, os limites da mesma em relação ao meio ambiente –se será mais ou menos ecologicamente correta.
CLASSIFICAÇÃO
É importante não apenas construir sustentavelmente, mas também comprovar que a obra de fato segue tais pressupostos. Trata-se de uma garantia para o cliente, para o mercado e uma maneira de se propagar com credibilidade e critérios o conceito de Construção Sustentável.
Já existem sistemas de classificação de construções sustentáveis em todo o mundo –mas ainda nenhum genuinamente brasileiro. Após avaliação da obra, e caso a mesma promova benefícios ambientais consistentes, tais sistemas certificam a construção.
Como ENTENDER uma obra sustentável...
• No caso de obras comerciais ou corporativas, pode-se recomendar a certificação da obra junto a uma das entidades com reconhecimento internacional, que operam no setor.
• Para obras sustentáveis que não serão certificadas ou para edificações residenciais unifamiliares, recomendam-se os seguintes passos:
- Solicitar do consultor ou responsável pela obra dados e laudos técnicos sobre todos os materiais, tecnologias, soluções e técnicas a serem aplicadas, atestando benefícios ambientais;
- Solicitar aos responsáveis pela obra ou assessoria planos de viabilidade ecológica e econômica da obra, apontando benefícios ecológicos, sociais e pay-back (retorno do investimento); - Solicitar dos responsáveis detalhes sobre o método construtivo empregado e seus benefícios ambientais, bem como justificativas técnicas desde o início do planejamento, com informações detalhadas sobre todas as ações adotadas para se chegar à sustentabilidade da edificação; - Solicitar junto aos fabricantes e fornecedores de materiais diversos documentos comprovando o desempenho sustentável dos produtos e tecnologias fornecidos;
- Manter contato com entidades com know-how efetivo em ecoprodutos, tecnologias e soluções sustentáveis.
Alguns Passos para uma execução Sustentável
1. Planejamento Sustentável da Obra
2. Aproveitamento passivo dos recursos naturais
3. Eficiência energética
4. Gestão e economia da água
5. Gestão dos resíduos na edificação
6. Qualidade do ar e do ambiente interior
7. Conforto termo-acústico
8. Uso racional de materiais
9. Uso de produtos e tecnologias ambientalmente amigáveis
1. Planejamento Sustentável
Objetivos: Planejamento Sustentável é a mais importante etapa da obra amiga do meio ambiente. A partir dele serão decididas todas as intervenções que poderão integrar a obra ao meio ambiente ou resultar em danos em curto, médio e longo prazos. Pontos trabalhados: Análise da obra, do local e das informações pertinentes; Aplicação da Análise de Ciclo de Vida para determinação das diretrizes de projeto e escolha de materiais e tecnologias; Estudos de solo; Recomendações de projeto e intervenções; Recomendação de materiais e tecnologias; Projeto de arquitetura e paisagismo sustentável; Planejamento geral e sustentável; Estudos de consumo de materiais e energia da edificação; Planejamento da logística de materiais e recursos em geral.
2. Aproveitamento passivo dos recursos naturais
Objetivos: Aproveitar os recursos naturais que atuam diretamente sobre a obra -como sol, vento, vegetação-, para obter iluminação, conforto termo-acústico e climatização naturais.
3. Eficiência energética
Objetivos: conservação e economia de energia; geração da própria energia consumida por fontes renováveis; controle de emissões eletromagnéticas; controle do calor gerado no ambiente construído e no entorno.
4. Gestão e economia da água
Objetivos: Reduzir e controlar o consumo de água fornecido pela concessionária ou obtido junto a fontes naturais (poços, poços artesianos, nascentes, outros); não contaminar a água e corpos receptores; aproveitar as fontes disponíveis; tratar águas cinzas e negras e reaproveitá-las na edificação; reduzir necessidade de tratamento de efluentes pelo poder público; aproveitar parte da água pluvial disponível.
5. Gestão dos resíduos na edificação
Objetivos: Criar área para disposição dos resíduos gerados pelos próprios moradores/usuários; reduzir geração de resíduos; reduzir emissão de resíduos orgânicos para processamento pelo Poder Público ou concessionárias; incentivar a reciclagem de resíduos secos ou úmidos.
6. Qualidade do ar e do ambiente interior
Objetivos: Criar um ambiente interior e exterior à obra saudável a todos os seres vivos; identificar poluentes internos na edificação (água, ar, temperatura, umidade, materiais); evitar ou controlar sua entrada e atuação nociva sobre a saúde e bem–estar dos indivíduos.
7. Conforto termo-acústico
Objetivos: Promover sensação de bem-estar físico e psíquico quanto a temperatura e sonoridade, através de recursos naturais, elementos de projeto, elementos de vedação, paisagismo, climatização e dispositivos eletrônicos e artificiais de baixo impacto ambiental
8. Uso Racional de Materiais
Objetivos: Racionalizar o uso de materiais de construção tradicionais e prevenir o uso de produtos cuja fabricação e uso acarretem problemas ao meio ambiente ou que são suspeitos de afetar a saúde humana
9. Uso de Produtos e Tecnologias ambientalmente amigáveis
Objetivos: Prever na obra uso máximo de produtos e tecnologias amigas do meio ambiente que atendam os seguintes pontos:
• Ecologia – aplicação de materiais cuja produção e uso causem menor impacto sobre o meio ambiente e saúde humana, com preservação dos recursos naturais para as gerações futuras;
• Saúde e bem-estar – uso de materiais saudáveis, que não permitam a instalação e proliferação de fungos, bactérias e microrganismos, e contribuam para o conforto termo-acústico da edificação e para a sensação de bem-estar do morador/usuário.
• Economia – redução de despesas, racionalização de processos construtivos, menos desperdícios na obra e perdas; contribuir para o desenvolvimento sustentável da indústria da construção civil
GLOSSÁRIO básico
Materiais ambientalmente amigáveis :
No Brasil, ainda não há normas para avaliação e certificação de produtos sustentáveis ou ambientalmente corretos, com exceção das madeiras (Madeiras Certificadas) e produtos orgânicos alimentícios. Conheça alguns termos e definições pertinentes a estes materiais e tecnologias e informe-se na hora de procurá-los:
Conceitos importantes
A nomenclatura a seguir é importante para a compreensão do conceito de construção sustentável.
Produto ecológico – também chamado de ecoproduto. Refere-se a todo artigo de origem artesanal ou industrializada, de uso pessoal, alimentar, residencial, comercial, agrícola e industrial, que seja não-poluente, não-tóxico, benéfico ao meio ambiente e à saúde dos seres vivos, contribuindo para o desenvolvimento de um modelo econômico e social sustentável. No caso em questão, todos os ecoprodutos recomendados serão aqueles fabricados industrialmente, dentro das normas técnicas existentes no Brasil.
Tecnologias sustentáveis – Sistemas ou equipamentos que permitem o controle, economia e geração de energia e gestão e reuso da água na edificação. Referem-se a uso, reuso e economia de água; sistemas para gestão de resíduos e poluentes; fontes de energia renovável para geração de energia (solar, eólica, biomassa, biodigestores etc.).
Tecnologias eco-inteligentes – dispositivos utilizados para gestão e redução no consumo de energia elétrica e água. Exs.: sistemas de fluxo duplo para descarga de vasos sanitários; controladores de vazão de água; dimmerizadores.
Energeticamente eficiente - produto ou sistema cujo uso resulte em economia de energia em sua fabricação e uso. Exemplo: lâmpadas fluorescentes compactas; eletroeletrônicos com menor consumo de energia; placas solares fotovoltaicas (energia solar para geração de eletricidade). O conceito também se aplica a edificações planejadas para consumirem menos energia, com boa conservação interna de energia, utilizando recursos como iluminação natural e materiais que favoreçam o conforto termo-acústico adequado da edificação.
domingo, novembro 25, 2007
sustentabilidade & você
O indivíduo e a sustentabilidade
Se considerado isoladamente, ou seja, extraído de seu contexto, qualquer animal vivo é insustentável. A sustentabilidade faz sentido apenas quando se considera todo o conjunto complexo onde este animal está inserido. Sendo o homem um representante do reino animal, não faz sentido falar de indivíduo sustentável a menos que se mapeie toda a sua atividade e influência no mundo. Um bom indicador é a pegada ecológica (veja abaixo). O que parece inegável é que o simples fato de alguém existir já gera algum impacto ambiental e social. Esse impacto pode ser maior ou menor, dependendo de suas decisões e ações como indivíduo.
A proposta desta sessão é relacionar pequenas ações individuais que reduzam os impactos sociais e ambientais da existência de uma pessoa. O que você, como indivíduo, independentemente de outras pessoas, organizações, leis ou governos pode fazer em sua casa, em seu escritório, na rua, na escola e em todos os lugares onde esteja?
E sua pegada ecológica?
A pegada ecológica individual, que pode ser calculada no site http://www.myfootprint.org/ , resulta em um número que indica o tamanho da sua pegada ecológica, ou seja, o quanto você está contribuindo para a sustentabilidade ou não do planete Terra.
Racionalize o uso de água
• O vaso sanitário é o maior vilão, representando cerca de 50% do consumo de água de uma residência. São 10 a 14 litros em apenas 6 segundos de acionamento;
• Tome banhos mais rápidos: 15 minutos consomem 243 litros de água;
• Feche a torneira: 5 minutos correspondem a 80 litros de água;
• Economize água de banho
>o Compre um balde de 10 litros, que custa cerca de R$ 6,50;
>o Deixe-o no box do banheiro. Quando for tomar banho, deixe a água fria encher o balde ao invés de deixá-la correr pelo ralo;
>o Ao terminar o banho, despeje a água na máquina de lavar roupas;
>o Acha inútil? Se metade de uma cidade com 1 milhão de habitantes fizer isso, a economia é de 5 milhões de litros por dia, o suficiente para abastecer as residências de uma cidade com 25 mil habitantes (Búzius fora da temporada).
• Veja mais dicas no Programa de uso racional de água da Sabesp (SP)
Dê destinação adequada para o lixo
• Separe o lixo orgânico do restante. O lixo orgânico pode gerar adubo ou produzir energia e o resto poderá ser reciclado, reduzindo a necessidade de extração de recursos naturais;
Produza adubo orgânico em casa
• Compre duas caixas de 0,50 x 0,80 (do tamanho de uma caixa de carnes);
• Em uma das caixas coloque terra, que será utilizada para cobrir os alimentos e evitar mal-cheiro;
• A outra caixa, separe ao meio com uma divisória de maneira tal que possibilite a passagem de minhocas de um lado para o outro. Arranje algumas minhocas e coloque-as em um dos lados da caixa com um pouco de terra;
• Coloque o lixo orgânico da sua cozinha (cascas de fruta e restos de comida) no lado da caixa onde estão as minhocas e cubra com uma fina camada de terra; repita até que o lado da caixa esteja cheia;
• Então faça o mesmo com o outro lado;
• Quando o segunda lado da caixa estiver cheio, o primeiro já conterá humus, que servirá para adubar suas plantas;
• As minhocas alimentam-se do resíduo orgânico e produzem humus;
• Se você mora em apartamento, faça um acordo com o síndico para que ele libere um pequeno espaço no terreno para isso. Talvez você estimule os seus vizinhos a fazerem o mesmo, e terão adubo para o condomínio;
• O resíduo orgânico é um problema para as prefeituras, um custo para as comunidades e resulta em contaminação do solo, dos rios e risco para famílias que vivem dos lixões e aterros a céu aberto.
Boas idéias ao reformar ou construir :
• Colete a água do telhado em uma caixa d’água e aproveite-a para regar plantas;
• Colete a água de chuveiro e lavatórios em uma cisterna para aproveitá-la nos vasos sanitários;
• Instale um aquecedor solar. A economia de energia elétrica proporciona um retorno do investimento, em média, em 10 anos;
• Deixe áreas permeáveis no terreno, como gramados. Isso reduz a necessidade de captação de água pluvial pela Prefeitura, melhora a recomposição de aqüíferos subterrâneos e reduz a probabilidade e os efeitos de enchentes;
• Instale sensores de presença para economizar eletricidade;
• Instale aquecedor solar para economizar energia e/ou gás.
Seja um consumidor consciente
A sustentabilidade está relacionada aos modelos dos sistemas de produção e de mercado, que respondem livremente às demandas da sociedade. Havendo procura, haverá oferta. Portanto, as escolhas do consumidor podem definir um caminho na direção de um modelo que devasta o meio ambiente e gera desigualdade social ou de um modelo mais harmônico com as leis da vida. Poucos se dão conta desta relação sistêmica e de sua responsabilidade individual na hora de escolher um produto qualquer.
Racionalize o seu transporte
• Ande menos de carro e mais de ônibus ou outro coletivo qualquer, como o metrô;
• Se puder, vá de bicicleta ou mesmo a pé, ambos um ótimo exercício;
• Se não for possível deixar o carro em casa, troque-o por um “flex” e utilize ao máximo o etanol como combustível. Este será o combustível de transição da nossa matriz energética atual para os carros elétricos ou movidos a energia solar de um futuro próximo.
Racionalize o uso de energia
• Desligue a luz dos cômodos e dos aparelhos que não estão sendo usados;
• Desligue os elevadores e as luzes comuns do condomínio que não estiverem sendo usadas;
• Instale sensores de presença;
• Instale aquecimento solar para complementar a eletricidade e/ou gás;
• Essas ações reduzem a necessidade de construção de novas obras de engenharia para a geração de energia e os conseqüentes impactos socioambientais.
Plante uma árvore por ano
• Se cada brasileiro assim o fizer, serão 190 milhões de arvores a mais por ano. Se o mundo todo fizer isto, serão 6,5 bilhões de árvores.
• Um árvore em crescimento absorve mais dióxido de carbono da atmosfera do que emite. Como conseqüência, atua para a redução dos gases responsáveis pelo aquecimento global;
• As árvores também são responsáveis pela fixação do solo, com efeitos importantes nas margens dos rios (mata ciliar), evitando a erosão e conseqüentemente a deposição de resíduos sólidos nos canais a céu aberto;
• As árvores favorecem a infiltração das águas de chuva para os aqüíferos subterrâneos, reduzindo a probabilidade e a intensidade de enchentes;
Verifique a procedência daquilo que comprar
• Use papel ou outros produtos reciclados. Isso reduz a necessidade de extração de recursos naturais;
• Verifique se o produto a ser comprado é certificado: o mercado de madeira ilegal, por exemplo, contribui para o desmatamento, exploração do trabalho e suas respectivas conseqüências;
Desenvolva hábitos simples
• A complexidade da vida moderna tem como ponto fundamental o livre comércio associado a um poderoso sistema de marketing que estimula o desejo, mais do que satisfaz necessidades, por meio de estratégias que exploram as condições psicológicas dos indivíduos. “Status” e poder são manifestações do ego. Mas o sistema de produção necessário para suprir essa demanda gera pressões sobre o ambiente natural que, segundo a pegada ecológica, já não tem mais condições de se recuperar mantendo o mercado global sustentável. É necessário reduzir o consumo e isso é responsabilidade de cada um.
Fonte: sustentabilidade.org.br
Se considerado isoladamente, ou seja, extraído de seu contexto, qualquer animal vivo é insustentável. A sustentabilidade faz sentido apenas quando se considera todo o conjunto complexo onde este animal está inserido. Sendo o homem um representante do reino animal, não faz sentido falar de indivíduo sustentável a menos que se mapeie toda a sua atividade e influência no mundo. Um bom indicador é a pegada ecológica (veja abaixo). O que parece inegável é que o simples fato de alguém existir já gera algum impacto ambiental e social. Esse impacto pode ser maior ou menor, dependendo de suas decisões e ações como indivíduo.
A proposta desta sessão é relacionar pequenas ações individuais que reduzam os impactos sociais e ambientais da existência de uma pessoa. O que você, como indivíduo, independentemente de outras pessoas, organizações, leis ou governos pode fazer em sua casa, em seu escritório, na rua, na escola e em todos os lugares onde esteja?
E sua pegada ecológica?
A pegada ecológica individual, que pode ser calculada no site http://www.myfootprint.org/ , resulta em um número que indica o tamanho da sua pegada ecológica, ou seja, o quanto você está contribuindo para a sustentabilidade ou não do planete Terra.
Racionalize o uso de água
• O vaso sanitário é o maior vilão, representando cerca de 50% do consumo de água de uma residência. São 10 a 14 litros em apenas 6 segundos de acionamento;
• Tome banhos mais rápidos: 15 minutos consomem 243 litros de água;
• Feche a torneira: 5 minutos correspondem a 80 litros de água;
• Economize água de banho
>o Compre um balde de 10 litros, que custa cerca de R$ 6,50;
>o Deixe-o no box do banheiro. Quando for tomar banho, deixe a água fria encher o balde ao invés de deixá-la correr pelo ralo;
>o Ao terminar o banho, despeje a água na máquina de lavar roupas;
>o Acha inútil? Se metade de uma cidade com 1 milhão de habitantes fizer isso, a economia é de 5 milhões de litros por dia, o suficiente para abastecer as residências de uma cidade com 25 mil habitantes (Búzius fora da temporada).
• Veja mais dicas no Programa de uso racional de água da Sabesp (SP)
Dê destinação adequada para o lixo
• Separe o lixo orgânico do restante. O lixo orgânico pode gerar adubo ou produzir energia e o resto poderá ser reciclado, reduzindo a necessidade de extração de recursos naturais;
Produza adubo orgânico em casa
• Compre duas caixas de 0,50 x 0,80 (do tamanho de uma caixa de carnes);
• Em uma das caixas coloque terra, que será utilizada para cobrir os alimentos e evitar mal-cheiro;
• A outra caixa, separe ao meio com uma divisória de maneira tal que possibilite a passagem de minhocas de um lado para o outro. Arranje algumas minhocas e coloque-as em um dos lados da caixa com um pouco de terra;
• Coloque o lixo orgânico da sua cozinha (cascas de fruta e restos de comida) no lado da caixa onde estão as minhocas e cubra com uma fina camada de terra; repita até que o lado da caixa esteja cheia;
• Então faça o mesmo com o outro lado;
• Quando o segunda lado da caixa estiver cheio, o primeiro já conterá humus, que servirá para adubar suas plantas;
• As minhocas alimentam-se do resíduo orgânico e produzem humus;
• Se você mora em apartamento, faça um acordo com o síndico para que ele libere um pequeno espaço no terreno para isso. Talvez você estimule os seus vizinhos a fazerem o mesmo, e terão adubo para o condomínio;
• O resíduo orgânico é um problema para as prefeituras, um custo para as comunidades e resulta em contaminação do solo, dos rios e risco para famílias que vivem dos lixões e aterros a céu aberto.
Boas idéias ao reformar ou construir :
• Colete a água do telhado em uma caixa d’água e aproveite-a para regar plantas;
• Colete a água de chuveiro e lavatórios em uma cisterna para aproveitá-la nos vasos sanitários;
• Instale um aquecedor solar. A economia de energia elétrica proporciona um retorno do investimento, em média, em 10 anos;
• Deixe áreas permeáveis no terreno, como gramados. Isso reduz a necessidade de captação de água pluvial pela Prefeitura, melhora a recomposição de aqüíferos subterrâneos e reduz a probabilidade e os efeitos de enchentes;
• Instale sensores de presença para economizar eletricidade;
• Instale aquecedor solar para economizar energia e/ou gás.
Seja um consumidor consciente
A sustentabilidade está relacionada aos modelos dos sistemas de produção e de mercado, que respondem livremente às demandas da sociedade. Havendo procura, haverá oferta. Portanto, as escolhas do consumidor podem definir um caminho na direção de um modelo que devasta o meio ambiente e gera desigualdade social ou de um modelo mais harmônico com as leis da vida. Poucos se dão conta desta relação sistêmica e de sua responsabilidade individual na hora de escolher um produto qualquer.
Racionalize o seu transporte
• Ande menos de carro e mais de ônibus ou outro coletivo qualquer, como o metrô;
• Se puder, vá de bicicleta ou mesmo a pé, ambos um ótimo exercício;
• Se não for possível deixar o carro em casa, troque-o por um “flex” e utilize ao máximo o etanol como combustível. Este será o combustível de transição da nossa matriz energética atual para os carros elétricos ou movidos a energia solar de um futuro próximo.
Racionalize o uso de energia
• Desligue a luz dos cômodos e dos aparelhos que não estão sendo usados;
• Desligue os elevadores e as luzes comuns do condomínio que não estiverem sendo usadas;
• Instale sensores de presença;
• Instale aquecimento solar para complementar a eletricidade e/ou gás;
• Essas ações reduzem a necessidade de construção de novas obras de engenharia para a geração de energia e os conseqüentes impactos socioambientais.
Plante uma árvore por ano
• Se cada brasileiro assim o fizer, serão 190 milhões de arvores a mais por ano. Se o mundo todo fizer isto, serão 6,5 bilhões de árvores.
• Um árvore em crescimento absorve mais dióxido de carbono da atmosfera do que emite. Como conseqüência, atua para a redução dos gases responsáveis pelo aquecimento global;
• As árvores também são responsáveis pela fixação do solo, com efeitos importantes nas margens dos rios (mata ciliar), evitando a erosão e conseqüentemente a deposição de resíduos sólidos nos canais a céu aberto;
• As árvores favorecem a infiltração das águas de chuva para os aqüíferos subterrâneos, reduzindo a probabilidade e a intensidade de enchentes;
Verifique a procedência daquilo que comprar
• Use papel ou outros produtos reciclados. Isso reduz a necessidade de extração de recursos naturais;
• Verifique se o produto a ser comprado é certificado: o mercado de madeira ilegal, por exemplo, contribui para o desmatamento, exploração do trabalho e suas respectivas conseqüências;
Desenvolva hábitos simples
• A complexidade da vida moderna tem como ponto fundamental o livre comércio associado a um poderoso sistema de marketing que estimula o desejo, mais do que satisfaz necessidades, por meio de estratégias que exploram as condições psicológicas dos indivíduos. “Status” e poder são manifestações do ego. Mas o sistema de produção necessário para suprir essa demanda gera pressões sobre o ambiente natural que, segundo a pegada ecológica, já não tem mais condições de se recuperar mantendo o mercado global sustentável. É necessário reduzir o consumo e isso é responsabilidade de cada um.
Fonte: sustentabilidade.org.br
ADEUS...paredes.
ADEUS paredes...
A flexibilidade que passou a ser palavra de ordem em muitos projetos corporativos, chega prá ficar também nas residências.
Paredes internas parecem estar mesmo com dias contados; em seu lugar, espaços abertos mais generosos, por vezes separadas com uso de dry-wall e outros elementos mais versáteis, mais leves e mais sustentaveis vão preenchendo lacunas, não como um “modismo ou tendência”, mas como necessidade.
Num momento em que as distancias de comunicação são mais amenas a nível global, podemos observar também o surgimento de novos hábitos comportamentais, que vão influenciando diretamente nossas vidas e nossa cultura. No tocante à habitação, também um elemento que possui seus aspectos reforçados na cultura local, tem sido observado mudanças comportamentais no quesito “morar”. Impulsionado pelos novos tempos, modismos começaram a influenciar hábitos tornando cada vez mais eclética o modo de viver das pessoas. Num mesmo prédio, até numa mesma família, podemos observar diferentes hábitos... Pessoas trabalhando em casa, outras no exterior. Muitas se alimentando na “rua” outras respeitando bons hábitos a comida caseira. Enfim, o que se observa são necessidades cada vez mais dinâmicas no que tange aos espaços necessários para se “viver”, onde a "qualidade desses espaços" tornou-se mais subjetivo.
Assim, talvez também reforçado por influências dos “retrofits americanos” que há algumas décadas criou os “Lofts” como forma de aproveitamento de antigos galpões localizados em áreas urbanas degradadas (eram na verdade uma opção de moradia à baixo custo). Estes espaços (lofts), acabaram envolvidos por uma mídia ávida de novidades, que lhes conferia importantes impulsos para transformar tal prática num “modismo”, já que as tendências na arquitetura na epóca - e até hoje - estavam em baixa.
O que podemos notar na prática da arquitetura, que esta também precisa ser “interpretativa” – principalmente quando se trata de habitação – e que muitas pessoas buscam abertura e flexibilidade de espaços em suas casas, nada de ambiente claustrofóbico. Cozinhas que possam receber, por exemplo – onde cozer faz parte da hospitalidade – temperadas por modismos do tipo “cozinha do gourmet” e outras denominações, que vão delineando novas tipologia e “tribos”. Dormir se tornou sublime, o banho e o lazer também faz parte das preocupações cotidianas do “morar bem”.
Depois da era “delivery” parece estar chegando a hora da multiplicidade, onde muitas facetas de interpretação vai dando lugar ao “aberto”, ao “livre”, ao “versátil”, ao “gostoso de ver, sentir e viver”. Um mundo onde todos estão “arquitetando” seus próprios espaços e o profissional da arquitetura está mais para o interprete, o psicólogo e terapeuta, o informador, o consultor e apoiador das necessidades... Cada vez mais “linkado” com novos materiais, equipamentos e tecnologia para solucionar necessidades dinâmicas e diferenciadas. Parafraseando João Cabral de Melo Neto (Fábulas de um Arquiteto)... “A arquitetura como construir portas de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender...”
A arquitetura é um sublime e verdadeiro movimento. Também uma real expressão da vida!
Morar bem faz parte da felicidade humana, desde tempos imemoriais!
Gilmar lima
arquiteto titular da atmosfera2
arqlima@uol.com.br
(41) 3013-1830
A flexibilidade que passou a ser palavra de ordem em muitos projetos corporativos, chega prá ficar também nas residências.
Paredes internas parecem estar mesmo com dias contados; em seu lugar, espaços abertos mais generosos, por vezes separadas com uso de dry-wall e outros elementos mais versáteis, mais leves e mais sustentaveis vão preenchendo lacunas, não como um “modismo ou tendência”, mas como necessidade.
Num momento em que as distancias de comunicação são mais amenas a nível global, podemos observar também o surgimento de novos hábitos comportamentais, que vão influenciando diretamente nossas vidas e nossa cultura. No tocante à habitação, também um elemento que possui seus aspectos reforçados na cultura local, tem sido observado mudanças comportamentais no quesito “morar”. Impulsionado pelos novos tempos, modismos começaram a influenciar hábitos tornando cada vez mais eclética o modo de viver das pessoas. Num mesmo prédio, até numa mesma família, podemos observar diferentes hábitos... Pessoas trabalhando em casa, outras no exterior. Muitas se alimentando na “rua” outras respeitando bons hábitos a comida caseira. Enfim, o que se observa são necessidades cada vez mais dinâmicas no que tange aos espaços necessários para se “viver”, onde a "qualidade desses espaços" tornou-se mais subjetivo.
Assim, talvez também reforçado por influências dos “retrofits americanos” que há algumas décadas criou os “Lofts” como forma de aproveitamento de antigos galpões localizados em áreas urbanas degradadas (eram na verdade uma opção de moradia à baixo custo). Estes espaços (lofts), acabaram envolvidos por uma mídia ávida de novidades, que lhes conferia importantes impulsos para transformar tal prática num “modismo”, já que as tendências na arquitetura na epóca - e até hoje - estavam em baixa.
O que podemos notar na prática da arquitetura, que esta também precisa ser “interpretativa” – principalmente quando se trata de habitação – e que muitas pessoas buscam abertura e flexibilidade de espaços em suas casas, nada de ambiente claustrofóbico. Cozinhas que possam receber, por exemplo – onde cozer faz parte da hospitalidade – temperadas por modismos do tipo “cozinha do gourmet” e outras denominações, que vão delineando novas tipologia e “tribos”. Dormir se tornou sublime, o banho e o lazer também faz parte das preocupações cotidianas do “morar bem”.
Depois da era “delivery” parece estar chegando a hora da multiplicidade, onde muitas facetas de interpretação vai dando lugar ao “aberto”, ao “livre”, ao “versátil”, ao “gostoso de ver, sentir e viver”. Um mundo onde todos estão “arquitetando” seus próprios espaços e o profissional da arquitetura está mais para o interprete, o psicólogo e terapeuta, o informador, o consultor e apoiador das necessidades... Cada vez mais “linkado” com novos materiais, equipamentos e tecnologia para solucionar necessidades dinâmicas e diferenciadas. Parafraseando João Cabral de Melo Neto (Fábulas de um Arquiteto)... “A arquitetura como construir portas de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender...”
A arquitetura é um sublime e verdadeiro movimento. Também uma real expressão da vida!
Morar bem faz parte da felicidade humana, desde tempos imemoriais!
Gilmar lima
arquiteto titular da atmosfera2
arqlima@uol.com.br
(41) 3013-1830
sexta-feira, julho 06, 2007
o ENTUSIASMO...
Desde 1928, quando Napoleon Hill publicou a definição de entusiasmo na lição sétima do livro A Lei do Triunfo, muitas coisas já foram faladas sobre esse tema na vida profissional de qualquer vendedor. Todos querem influenciar a mente dos clientes, a ponto de todas as mentes vibrarem em harmonia com a sua. Mas pouco se discute a forma como fazer isso!
Em suas sábias palavras, Napoleon definiu entusiasmo como um estado de espírito que inspira e incita o indivíduo à ação, para cumprir uma determinada tarefa. Ou seja, o entusiasmo é em relação a um vendedor o mesmo que o coração é para o corpo humano – a força interna preponderante para a ação. É necessário ter o entusiasmo dentro de nós, a todo instante para podermos transformar ações em resultados comerciais.
Toda vez que nos deparamos com um vendedor entusiasta, a nossa conversa e interação com ele muda em muito. Pois, como clientes, nos sentimos mais seguros daquilo que é sendo oferecido ou proposto, se o vendedor tem aquele brilho especial nos olhos; automaticamente essa energia positiva é irradiada à outra parte – o cliente.
A fim de podermos influenciar alguém, por intermédio da nossa apresentação comercial, a mente do nosso cliente deve estar em condições de neutralidade: isso é, deve estar aberta a nossas argumentações e evidências. E é nesse ponto que muitos vendedores fracassam, pois tentam vender ao seu cliente, antes de neutralizar a sua mente.
Não estamos falando aqui de hipnose ou qualquer outra técnica parecida, mas sim de entusiasmo. Antes de interagir com um cliente, reflita se você acredita na sua empresa, no seu produto e no seu profissionalismo. Se uma dessas respostas for negativa, recue, pois caso contrário o cliente rapidamente perceberá. O sucesso está em suas mãos, ou melhor, no seu entusiasmo.
créditos: Walter Kaltenbach
Em suas sábias palavras, Napoleon definiu entusiasmo como um estado de espírito que inspira e incita o indivíduo à ação, para cumprir uma determinada tarefa. Ou seja, o entusiasmo é em relação a um vendedor o mesmo que o coração é para o corpo humano – a força interna preponderante para a ação. É necessário ter o entusiasmo dentro de nós, a todo instante para podermos transformar ações em resultados comerciais.
Toda vez que nos deparamos com um vendedor entusiasta, a nossa conversa e interação com ele muda em muito. Pois, como clientes, nos sentimos mais seguros daquilo que é sendo oferecido ou proposto, se o vendedor tem aquele brilho especial nos olhos; automaticamente essa energia positiva é irradiada à outra parte – o cliente.
A fim de podermos influenciar alguém, por intermédio da nossa apresentação comercial, a mente do nosso cliente deve estar em condições de neutralidade: isso é, deve estar aberta a nossas argumentações e evidências. E é nesse ponto que muitos vendedores fracassam, pois tentam vender ao seu cliente, antes de neutralizar a sua mente.
Não estamos falando aqui de hipnose ou qualquer outra técnica parecida, mas sim de entusiasmo. Antes de interagir com um cliente, reflita se você acredita na sua empresa, no seu produto e no seu profissionalismo. Se uma dessas respostas for negativa, recue, pois caso contrário o cliente rapidamente perceberá. O sucesso está em suas mãos, ou melhor, no seu entusiasmo.
créditos: Walter Kaltenbach
segunda-feira, junho 25, 2007
CIDADE LIMPA... reflexões
“ CIDADE LIMPA e sustentável?”
Num momento em que todos discutem “sustentabilidade” entre outros temas ditos de “responsabilidade sócio-ambiental” parecemos imergir sob o fogo de um marketing desmedido. Tudo muito bonito... mas vamos a essência!
Vamos avaliar a dita RESPONSABILIDADE de que todos falamos, sem falar do entendimento pleno do que seja realmente “sustentabilidade”. Onde nossos pensamentos, ações e atitudes se coadunam com este belo discurso?
Ao que parece, simples e direto, estamos numa viagem inercial. Estamos todos envolvidos neste tema de importância mundial mas... e as nossas verdadeiras responsabilidades?
- alguns encaram tudo como um grande modismo, outros como uma tendência preocupante... etc... Mas, o caso aqui é apenas atentar para uma reflexão, sobre a qual repousa nossas verdadeiras responsabilidades.
POLUIÇÃO VISUAL OU MERCHANDISING?
Vamos agora ao tema de momento (e local): PUBLICIDADE EXTERNA.
Ouvimos alguns até citarem que se trata de uma questão “ética”. Ora, façamos primeiro um entendimento sobre o tema. Acho válido e enriquecedor o debate, mas muitas vezes cheira hipocrisia notar posicionamentos pessoais diante das contradições em seu atos, propostas e projetos. Ignorando conceitos, afinal... de qual “ética” estamos falando¿ . Parece que somos literalmente empurrados por movimentos situacionistas, quando quem deveria propor normatização e promover os debates, se calam como autoridade constituída. Debates também devem servir pra isso, afinal não podemos falar em “ética” quando não existem normas, leis e regras especificas para o assunto.(¿)
No Brasil, parece que tudo acontece às avessas. Primeiro, o problema desabrocha para depois corrermos atrás da solução (ou confusão), quando poderíamos - com as instituições que temos - estar a frente com programas seguros, precavendo e contribuindo favoravelmente com nossa sociedade. E isso me parece válido também para outras questões do ambiente urbano, tais como a “MOBILIDADE , “LIXO”, “ENERGIA” etc. Heranças, desinformação, excesso ou completa falta de exercício na autoridade constituída, posicionamentos pessoais... ufa! Parece que estamos mesmo vivendo num mundo de desequilíbrios do “ Salve-se quem puder”( ... ).
Eu não me rendo, somos todos responsáveis pelas respostas de nossas indagações (...).
Gilmar lima
Arquiteto e urbanista
atmosfera2@atmosfera2.com.br
(41) 9927-0941
Num momento em que todos discutem “sustentabilidade” entre outros temas ditos de “responsabilidade sócio-ambiental” parecemos imergir sob o fogo de um marketing desmedido. Tudo muito bonito... mas vamos a essência!
Vamos avaliar a dita RESPONSABILIDADE de que todos falamos, sem falar do entendimento pleno do que seja realmente “sustentabilidade”. Onde nossos pensamentos, ações e atitudes se coadunam com este belo discurso?
Ao que parece, simples e direto, estamos numa viagem inercial. Estamos todos envolvidos neste tema de importância mundial mas... e as nossas verdadeiras responsabilidades?
- alguns encaram tudo como um grande modismo, outros como uma tendência preocupante... etc... Mas, o caso aqui é apenas atentar para uma reflexão, sobre a qual repousa nossas verdadeiras responsabilidades.
POLUIÇÃO VISUAL OU MERCHANDISING?
Vamos agora ao tema de momento (e local): PUBLICIDADE EXTERNA.
Ouvimos alguns até citarem que se trata de uma questão “ética”. Ora, façamos primeiro um entendimento sobre o tema. Acho válido e enriquecedor o debate, mas muitas vezes cheira hipocrisia notar posicionamentos pessoais diante das contradições em seu atos, propostas e projetos. Ignorando conceitos, afinal... de qual “ética” estamos falando¿ . Parece que somos literalmente empurrados por movimentos situacionistas, quando quem deveria propor normatização e promover os debates, se calam como autoridade constituída. Debates também devem servir pra isso, afinal não podemos falar em “ética” quando não existem normas, leis e regras especificas para o assunto.(¿)
No Brasil, parece que tudo acontece às avessas. Primeiro, o problema desabrocha para depois corrermos atrás da solução (ou confusão), quando poderíamos - com as instituições que temos - estar a frente com programas seguros, precavendo e contribuindo favoravelmente com nossa sociedade. E isso me parece válido também para outras questões do ambiente urbano, tais como a “MOBILIDADE , “LIXO”, “ENERGIA” etc. Heranças, desinformação, excesso ou completa falta de exercício na autoridade constituída, posicionamentos pessoais... ufa! Parece que estamos mesmo vivendo num mundo de desequilíbrios do “ Salve-se quem puder”( ... ).
Eu não me rendo, somos todos responsáveis pelas respostas de nossas indagações (...).
Gilmar lima
Arquiteto e urbanista
atmosfera2@atmosfera2.com.br
(41) 9927-0941
segunda-feira, junho 04, 2007
construção sustentavel...?
CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL... BIOARQUITETURA OU PERMACULTURA?
Um tema surpreendentemente "antigo" para muitos, que como nós, com mais de vinte anos de formação profissional, já tiveram oportunidades de chamar o tema tão polêmico e "atual" de arquitetura bioclimática, ou bioarquitetura, quando poucos se dedicavam ao tema.
Ainda ao ínicio dos anos 80, embora muito tímidamente, algumas entidades foram criadas, algumas palestras eram ministradas e debates sobre questões ambientais, de sustentabilidade construtiva em ambientes humanos, mas entre palestras e escassos recursos disponibilizados para pesquisas, a bioarquitetura lamentavelmente, não teve o amparo tão necessário naquela epóca.
Parece estranho... mas não é.
A bioarquitetura é um dos campos de estudos da permacultura (advém de "permanent culture") , termo cunhado pelo australiano Bill Mollison (Tansmânia), em meados dos anos 70, para descrever um instigante e complexo sistema de design para a criação de ambientes humanos sustentáveis.
Os objetivos da permecultura, estão voltados para a criação de sistemas que sejam ecologicamente corretos, economicamente viáveis, que supram suas próprias necessidades (no sentido em que sejam capazes de produzir maior energia do que consomem), baseados em sistemas produtivos tradicionais e que também sejam capazes de conciliar conhecimento científico moderno e tecnológico.
Se você estiver encontrando difilculdades para encontrar bibliografia sobre bioarquitetura em fontes de arquitetura, tente procurá-las nas fontes sobre permacultura e você se surpreenderá. A maior referência ainda continua sendo o livro "Permaculture: a designer s manual" do próprio Bill Mollison. No final da década passada, o Ministério da Agricultura e do Abastecimento, por meio do projeto Novas Fronteiras da Cooperação para o Desenvolvimento sustentável, publicou o livro "Introdução à permacultura" que é na verdade uma compilação das idéias desenvolvidas no livro de Bill Mollison.
fonte de apoio: portal - forum arcoweb
arquiteto Gilmar Lima
Um tema surpreendentemente "antigo" para muitos, que como nós, com mais de vinte anos de formação profissional, já tiveram oportunidades de chamar o tema tão polêmico e "atual" de arquitetura bioclimática, ou bioarquitetura, quando poucos se dedicavam ao tema.
Ainda ao ínicio dos anos 80, embora muito tímidamente, algumas entidades foram criadas, algumas palestras eram ministradas e debates sobre questões ambientais, de sustentabilidade construtiva em ambientes humanos, mas entre palestras e escassos recursos disponibilizados para pesquisas, a bioarquitetura lamentavelmente, não teve o amparo tão necessário naquela epóca.
Parece estranho... mas não é.
A bioarquitetura é um dos campos de estudos da permacultura (advém de "permanent culture") , termo cunhado pelo australiano Bill Mollison (Tansmânia), em meados dos anos 70, para descrever um instigante e complexo sistema de design para a criação de ambientes humanos sustentáveis.
Os objetivos da permecultura, estão voltados para a criação de sistemas que sejam ecologicamente corretos, economicamente viáveis, que supram suas próprias necessidades (no sentido em que sejam capazes de produzir maior energia do que consomem), baseados em sistemas produtivos tradicionais e que também sejam capazes de conciliar conhecimento científico moderno e tecnológico.
Se você estiver encontrando difilculdades para encontrar bibliografia sobre bioarquitetura em fontes de arquitetura, tente procurá-las nas fontes sobre permacultura e você se surpreenderá. A maior referência ainda continua sendo o livro "Permaculture: a designer s manual" do próprio Bill Mollison. No final da década passada, o Ministério da Agricultura e do Abastecimento, por meio do projeto Novas Fronteiras da Cooperação para o Desenvolvimento sustentável, publicou o livro "Introdução à permacultura" que é na verdade uma compilação das idéias desenvolvidas no livro de Bill Mollison.
fonte de apoio: portal - forum arcoweb
arquiteto Gilmar Lima
quarta-feira, abril 25, 2007
Por quê contratar um arquiteto?
- Por quê contratar um " arquiteto" ?
- As melhores razões respondem por sí... nas suas próprias necessidades:
SEGURANÇA obtida com um conjunto de soluções ajustadas, que aliam conforto, tecnologia e as reais necessidades de segurança dos usuários e de seu patrimônio.
SAÚDE proporcionada por ambientes saudáveis, com a salubridade de boa ventilação e insolação, apoiada pela tecnologia da arquitetura bioclimática.
ECONOMIA comprovada pelos resultados de um programa de definições adequadas de materiais, segundo finalidade de uso, budget disponivel, qualidade na execução dos serviços e fornecedores idonêos.
Projetos inteligentes para quem almeja soluções atuais e ajustadas de conforto e segurança, com a simplicidade de boas idéias trazidas com investimento ajustado ao orçamento disponivel.
O respeito aos princípios básicos de acessibilidade, ergonomia, uso e investimentos, fazem parte do conjunto de razões onde residem claras contribuições do arquiteto.
55-41-3013-1830
curitiba parana brasil
www.atmosfera2.com.br
- As melhores razões respondem por sí... nas suas próprias necessidades:
SEGURANÇA obtida com um conjunto de soluções ajustadas, que aliam conforto, tecnologia e as reais necessidades de segurança dos usuários e de seu patrimônio.
SAÚDE proporcionada por ambientes saudáveis, com a salubridade de boa ventilação e insolação, apoiada pela tecnologia da arquitetura bioclimática.
ECONOMIA comprovada pelos resultados de um programa de definições adequadas de materiais, segundo finalidade de uso, budget disponivel, qualidade na execução dos serviços e fornecedores idonêos.
Projetos inteligentes para quem almeja soluções atuais e ajustadas de conforto e segurança, com a simplicidade de boas idéias trazidas com investimento ajustado ao orçamento disponivel.
O respeito aos princípios básicos de acessibilidade, ergonomia, uso e investimentos, fazem parte do conjunto de razões onde residem claras contribuições do arquiteto.
55-41-3013-1830
curitiba parana brasil
www.atmosfera2.com.br
fast or slow-down?
FAST ou SLOW-DOWN?
ELITISTA ou ESTILISTA?
Alguns decoradores, que conseguiram o título de arquiteto, deturparam a arquitetura nas últimas décadas, com apoio de uma mídia medíocre. Conseguiram criar um preconceito que ainda perdura junto à sociedade. Confundindo uma das profissões mais sublimes da história da humanidade, ao som de zunidos e latidos especulativos, trazidos pela fome voraz de uma sociedade faminta e desnuda de estilo, mas muito consumista, onde a vaidade e o estrelismo, proporcionados pelo vazio que foi sendo criado a partir da abertura dos novos caminhos, na verdade uma “tendência”, do que denominamos “globalização”.
Já há algum tempo, as boas intenções da arquitetura vem sendo colocadas em xeque, criando conflitos e confusões em decorrências das mudanças comportamentais, êxodos, miscigenações e rompimento de tradições culturais. Quero ressaltar entretanto que, não ensejo colocar uma posição pessoal sobre o tema, este é um exercício de reflexão apenas. Em alguns aspectos, não podemos negar que estamos carentes dos grandes insights que revelaram os melhores projetos e que, infelizmente, só os encontramos nos livros de história, a arquitetura passou a ser vista como mera “decoração” por parcela significativa da sociedade, conduzida pela mídia.
Afinal, arquitetura é como música. É preciso descobrir os acordes e os instrumentos certos para se tocar determinados estilos, que são como “gêneros musicais”, que falam o idioma local e traduzem uma identidade cultural. Veja como é fácil distinguir uma determinada região e até um país, pelo simples fato de se observar uma casa. Claro que fatores externos contribuem em muito, as condições climáticas impactuam, definem costumes e necessidades e ajudam a delinear traços culturais. Isso é notado não só nos “estilos” arquitetônicos mas também nas necessidades, dimensões e ambientes sugeridos na moradia, que encontram respostas no modo de vida. (cozinhas amplas, varandas, etc...)
Fatores de vida que foram sofrendo mutações pelos “modelos” de vida trazida pela inércia da globalização e, uma implosão silenciosa pouco percebida na arquitetura, vai moldando (ou desmoldando) novos rumos. Não sabemos afirmar se tais fatos serão bons ou ruins no futuro, o fato é que de maneira geral, somos avessos a mudanças e a cada dia nos deparamos com novas mudanças em nosso dia-a-dia, em no trabalho, na cidade, vizinhança, em casa e até em nós mesmos. Talvez esta seja a resposta para o estranho motivo de que, há muito não observarmos novos estilos na arquitetura, só tendências. O que sentimos é fruto de uma visão caótica, trazida por um ecletismo barato, impulsionado por interesses meramente comerciais que, não por acaso, o movimento “fast” bem traduz.
Mais recentemente, um movimento contrário começou a ser notado e, à partir da Holanda que se posicionou defensora do movimento, tenta “furar” a enorme rede da globalização, com um conceito de contraposição ao “fast” denominado “slow-down”.
Embora os enormes recursos tecnológicos, trazidos pela globalização, colaborem para melhoria da qualidade de vida, bem-estar, conforto e segurança. Observa-se o crescimento do degrau de diferenças, num ritmo muito semelhante e por vezes até maior, dificultando a aplicabilidade destes recursos.
Ninguém precisa mais ouvir sobre os efeitos danosos do corre-corre e do estresse causado por estes novos tempos...
O paralelo é simples: como se Frank Loyd Wrigth estivesse para Chopin e o momento produtivo de nossa arquitetura atual estivesse para a “boquinha da garrafa”.
Se o ditado estiver certo, é de preocupar, afinal estamos passando diante de uma dos mais sublimes momentos de transformação da história da arquitetura onde não existe lugar para estilos e apenas para “tendências”, que passamos a tratar como “modalidade” (residencial, corporativa, etc..). Parafraseando Carl Seagan, que dizia do privilegio de estarmos vivendo num dos momentos mais sublimes da história, participarmos deste importante processo de mudança da história. (...) também na arquitetura, é no mínimo gratificante...!
ELITISTA ou ESTILISTA?
Alguns decoradores, que conseguiram o título de arquiteto, deturparam a arquitetura nas últimas décadas, com apoio de uma mídia medíocre. Conseguiram criar um preconceito que ainda perdura junto à sociedade. Confundindo uma das profissões mais sublimes da história da humanidade, ao som de zunidos e latidos especulativos, trazidos pela fome voraz de uma sociedade faminta e desnuda de estilo, mas muito consumista, onde a vaidade e o estrelismo, proporcionados pelo vazio que foi sendo criado a partir da abertura dos novos caminhos, na verdade uma “tendência”, do que denominamos “globalização”.
Já há algum tempo, as boas intenções da arquitetura vem sendo colocadas em xeque, criando conflitos e confusões em decorrências das mudanças comportamentais, êxodos, miscigenações e rompimento de tradições culturais. Quero ressaltar entretanto que, não ensejo colocar uma posição pessoal sobre o tema, este é um exercício de reflexão apenas. Em alguns aspectos, não podemos negar que estamos carentes dos grandes insights que revelaram os melhores projetos e que, infelizmente, só os encontramos nos livros de história, a arquitetura passou a ser vista como mera “decoração” por parcela significativa da sociedade, conduzida pela mídia.
Afinal, arquitetura é como música. É preciso descobrir os acordes e os instrumentos certos para se tocar determinados estilos, que são como “gêneros musicais”, que falam o idioma local e traduzem uma identidade cultural. Veja como é fácil distinguir uma determinada região e até um país, pelo simples fato de se observar uma casa. Claro que fatores externos contribuem em muito, as condições climáticas impactuam, definem costumes e necessidades e ajudam a delinear traços culturais. Isso é notado não só nos “estilos” arquitetônicos mas também nas necessidades, dimensões e ambientes sugeridos na moradia, que encontram respostas no modo de vida. (cozinhas amplas, varandas, etc...)
Fatores de vida que foram sofrendo mutações pelos “modelos” de vida trazida pela inércia da globalização e, uma implosão silenciosa pouco percebida na arquitetura, vai moldando (ou desmoldando) novos rumos. Não sabemos afirmar se tais fatos serão bons ou ruins no futuro, o fato é que de maneira geral, somos avessos a mudanças e a cada dia nos deparamos com novas mudanças em nosso dia-a-dia, em no trabalho, na cidade, vizinhança, em casa e até em nós mesmos. Talvez esta seja a resposta para o estranho motivo de que, há muito não observarmos novos estilos na arquitetura, só tendências. O que sentimos é fruto de uma visão caótica, trazida por um ecletismo barato, impulsionado por interesses meramente comerciais que, não por acaso, o movimento “fast” bem traduz.
Mais recentemente, um movimento contrário começou a ser notado e, à partir da Holanda que se posicionou defensora do movimento, tenta “furar” a enorme rede da globalização, com um conceito de contraposição ao “fast” denominado “slow-down”.
Embora os enormes recursos tecnológicos, trazidos pela globalização, colaborem para melhoria da qualidade de vida, bem-estar, conforto e segurança. Observa-se o crescimento do degrau de diferenças, num ritmo muito semelhante e por vezes até maior, dificultando a aplicabilidade destes recursos.
Ninguém precisa mais ouvir sobre os efeitos danosos do corre-corre e do estresse causado por estes novos tempos...
O paralelo é simples: como se Frank Loyd Wrigth estivesse para Chopin e o momento produtivo de nossa arquitetura atual estivesse para a “boquinha da garrafa”.
Se o ditado estiver certo, é de preocupar, afinal estamos passando diante de uma dos mais sublimes momentos de transformação da história da arquitetura onde não existe lugar para estilos e apenas para “tendências”, que passamos a tratar como “modalidade” (residencial, corporativa, etc..). Parafraseando Carl Seagan, que dizia do privilegio de estarmos vivendo num dos momentos mais sublimes da história, participarmos deste importante processo de mudança da história. (...) também na arquitetura, é no mínimo gratificante...!
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