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O ARQUITETO é o único profissional habilitado ao exercício pleno da arquitetura. Possui formação acadêmica especifica, focada no desenvolvimento e concepção de projetos. A profissão é regulamentada por Lei, e seu exercício se vincula ao Registro Profissional no Conselho de Engenharia e Arquitetura – CREA, que fiscaliza as atividades do setor. Pois até o presente, infelizmente, a categoria não foi unânime em levantar a bandeira e buscar seu próprio Conselho, como ocorre em outros países. Nas décadas de 70 e 80, existiu uma campanha que já detectava tendências confusas na área de arquitetura, seu slogan era claro:
“arquitetura: atribuição de arquiteto.” Infelizmente não foi levada à sério pelos nossos dirigentes, que até os dias atuais não comungam deste valor.
Enquanto um notório enfraquecimento profissional foi sendo observado na categoria ao longo dos últimos anos, crescentes sombreamentos foram sendo igualmente detectados e alimentados pela mídia especializada, confundindo principalmente a sociedade, que passou a interpretar o trabalho do DECORADOR com a do ARQUITETO. É muito oportuno ressaltar ainda, que por vezes, muitos leigos até se intitulem “arquiteto de interiores” assumindo uma postura enganosa e até de falsidade ideológica diante da sociedade, visto que o DECORADOR, que é uma profissão digna, honesta, respeitosa e muito importante não é a ARQUITETURA da qual estamos falando. O título de arquiteto é conquistado após uma longa jornada, com formação acadêmica de nível superior que possui duração de cinco anos e é regulamentada e amparada por lei. Enquanto que, para o exercício da profissão de DECORADOR, apesar da existência de bons cursos, apenas com algumas experiências pode-se ter um “número” em algumas das muitas entidades, associações e clubes de decoração, para se "conquistar" tal título. O que queremos aqui é apenas elucidar algumas diferenças, que confundem a sociedade, afinal decorador não é arquiteto, embora muitos arquitetos curiosamente, por opção própria, assim se entitulem.
Já a polêmica diferença entre o ENGENHEIRO e o ARQUITETO, embora com formações tão diferenciadas no atual mundo acadêmico, na prática suas atividades possuem atribuições semelhantes. Houve na verdade o título “engenheiro-arquiteto”, mas foram em épocas tão remotas que já remonta mais de meio século. Hoje, na área de edificações não há distinções, ambos podem projetar, calcular e se responsabilizar por projetos e obras. Contudo, as diferenças na formação acadêmica são visíveis. O curso de engenharia oferece apenas cerca de 160 horas para disciplina de projeto enquanto que no curso de arquitetura esta carga horária sobe para a média de 3.500 horas, mas ambos podem projetar. No curso de engenharia cerca de 4.000 horas são destinadas à cálculos estruturais e disciplinas de resistência dos materiais, enquanto que em arquitetura cerca de apenas 500 horas, mas ambos podem calcular e se responsabilizar por um edifício. Estas discrepâncias denotam objetivos comuns diante da sociedade, que ainda não foi saneada de forma legal.
De acordo com a Lei 5.194 de 25 de Dezembro de 1966 e pela resolução 218 de 29 de Junho de 1973 do CONFEA - Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, na área das edificações urbanas tanto o Engenheiro quanto o Arquiteto tem as mesmas atribuições profissionais.
A atuação do arquiteto, enfim nos parece mais humanista e interpretativa das necessidades e atividades humanas que a engenharia, e pode se iniciar antes mesmo da elaboração de um projeto, pois sua assessoria já se inicia na detecção de necessidades e carências, escolha do terreno, a supervisão dos serviços preliminares e planejamento. Na nossa ótica um depende de outro, e ambos possuem uma importante e distinta função social, mas deveriam ter suas atribuições mais próximas de suas formações profissionais, amparadas por lei.
Gilmar Lima
arquiteto
Atmosfera2 arquitetura
http://www.atmosfera2.com.br
fonte: CONFEA - IAB
sábado, agosto 05, 2006
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O que é arquitetura de interiores?
Falar de arquitetura de interiores sem antes falar de arquitetura é uma tarefa muito complicada. Isso porque ao projetarmos uma casa ou outra edificação qualquer, nós, arquitetos, levamos sempre em consideração o que irá acontecer dentro desses espaços. Os ambientes são dimensionados de acordo com os usos e necessidades de cada cliente. A arquitetura de interiores, de um modo geral, se resume ao aproveitamento máximo dos espaços internos tendo como objetivos a beleza e a harmonia entre os elementos, conforto e funcionalidade para os usuários. O que a arquitetura de interiores engloba? O projeto de interiores pode e deve ser elaborado juntamente com o projeto arquitetônico. Em casos de reformas, o projeto pode ser desenvolvido de duas maneiras: a primeira é através da distribuição dos espaços de acordo com usos e fluxos de pessoas em uma sala de planta livre, por exemplo. Pode-se estudar a separação das áreas social e íntima em uma residência ou o isolamento de locais com muitos ruídos do atendimento ao público numa empresa. A segunda maneira e a mais utilizada é a transformação dos espaços existentes para receberem novos usos, como converter casas em escritórios, consultórios ou estabelecimentos comerciais ou transformar um quarto que não se usa mais em home theater. Vale a pena lembrar que, por formação, o arquiteto tem conhecimento de questões estruturais, o que lhe permite a construção de forros e paredes para delimitar espaços ou a demolição das mesmas para ampliações, sempre tomando por base e estrutura existente. Mas, independente dos casos descritos acima, um projeto de interiores engloba muito mais: a escolha do mobiliário adequado para cada ambiente com a possibilidade de um desenho exclusivo de acordo com a necessidade do cliente (escritórios sob medida, dormitórios, móveis para coleções, etc....); estudo de cores para destacar paredes, ampliar pequenos espaços, alegrar ambientes infantis... A escolha de revestimentos sempre é uma tarefa complicada para o proprietário da obra, já que a variedade existente no mercado é muito grande. O arquiteto pode ajudá-lo na escolha certa para cada ambiente, tirando partido da variedade de produtos e de inúmeras combinações possíveis para tornar cada espaço único. A iluminação acontece da mesma forma: o projeto busca sempre a quantidade certa de luz para cada atividade desenvolvida dentro dos ambientes, as melhores opções de luminárias e economia de consumo. O que é levado em consideração num projeto de interiores? Na hora de elaborar um projeto de arquitetura de interiores, muitos fatores são levados em consideração como insolação e ventilação. A localização e os usos do imóvel também são analisados para se estudar as necessidades e restrições na legislação vigente. Mas um outro fator, talvez o mais importante a se considerar, é o perfil do usuário, das pessoas que irão utilizar esse espaço. Os gostos, preferências, culturas e hábitos devem aparecer no projeto para que as pessoas sintam-se bem no local que escolherem para morar ou trabalhar. E agora, um assunto que interessa a todos: o quanto se quer e se pode gastar na obra. Deixar sua casa confortável não é luxo e não precisa custar caro. A arquitetura de interiores pode estar presente desde o início ou adaptar o que já existe, dependendo de cada situação. A importância do profissional A escolha de um arquiteto é um dos fatores que garante o sucesso da obra. Atualizado sobre novas soluções e produtos que surgem diariamente, seu planejamento evita gastos desnecessários como desmanchar o que já foi feito. E o mais importante é a certeza do resultado: tudo é resolvido em projeto. A apresentação é feita de modo que o cliente compreenda o resultado final através de plantas, cortes, perspectivas e maquetes e não tenha nenhuma surpresa desagradável no decorrer da obra. Um bom arquiteto vai juntar todo seu conhecimento com os anseios do cliente. O nosso trabalho é sempre fundamentado em esclarecer sobre todas as decisões que serão tomadas e nunca impor nossa vontade sobre a do proprietário. E como já dizia o renomado arquiteto Arthur de Mattos Casas, “não acho que você tenha que mudar a cada estação que muda. Design e Arquitetura não têm que mudar igual à moda. Você não vai eliminando uma coisa acreditando noutra: você tem que ir acumulando coisas e mudando lentamente. Acho que é aí que você se envolve com o trabalho real, de fato, sincero, honesto e bom. Se for bom, você vai ver”. Fonte Jornal de Piracicaba - Colaboração: Karina Trevisan, arquiteta e urbanista, diretora do núcleo do IAB/SP ATMOSFERA 2.com.br - arquitetura- blogdoarquiteto
Falar de arquitetura de interiores sem antes falar de arquitetura é uma tarefa muito complicada. Isso porque ao projetarmos uma casa ou outra edificação qualquer, nós, arquitetos, levamos sempre em consideração o que irá acontecer dentro desses espaços. Os ambientes são dimensionados de acordo com os usos e necessidades de cada cliente. A arquitetura de interiores, de um modo geral, se resume ao aproveitamento máximo dos espaços internos tendo como objetivos a beleza e a harmonia entre os elementos, conforto e funcionalidade para os usuários. O que a arquitetura de interiores engloba? O projeto de interiores pode e deve ser elaborado juntamente com o projeto arquitetônico. Em casos de reformas, o projeto pode ser desenvolvido de duas maneiras: a primeira é através da distribuição dos espaços de acordo com usos e fluxos de pessoas em uma sala de planta livre, por exemplo. Pode-se estudar a separação das áreas social e íntima em uma residência ou o isolamento de locais com muitos ruídos do atendimento ao público numa empresa. A segunda maneira e a mais utilizada é a transformação dos espaços existentes para receberem novos usos, como converter casas em escritórios, consultórios ou estabelecimentos comerciais ou transformar um quarto que não se usa mais em home theater. Vale a pena lembrar que, por formação, o arquiteto tem conhecimento de questões estruturais, o que lhe permite a construção de forros e paredes para delimitar espaços ou a demolição das mesmas para ampliações, sempre tomando por base e estrutura existente. Mas, independente dos casos descritos acima, um projeto de interiores engloba muito mais: a escolha do mobiliário adequado para cada ambiente com a possibilidade de um desenho exclusivo de acordo com a necessidade do cliente (escritórios sob medida, dormitórios, móveis para coleções, etc....); estudo de cores para destacar paredes, ampliar pequenos espaços, alegrar ambientes infantis... A escolha de revestimentos sempre é uma tarefa complicada para o proprietário da obra, já que a variedade existente no mercado é muito grande. O arquiteto pode ajudá-lo na escolha certa para cada ambiente, tirando partido da variedade de produtos e de inúmeras combinações possíveis para tornar cada espaço único. A iluminação acontece da mesma forma: o projeto busca sempre a quantidade certa de luz para cada atividade desenvolvida dentro dos ambientes, as melhores opções de luminárias e economia de consumo. O que é levado em consideração num projeto de interiores? Na hora de elaborar um projeto de arquitetura de interiores, muitos fatores são levados em consideração como insolação e ventilação. A localização e os usos do imóvel também são analisados para se estudar as necessidades e restrições na legislação vigente. Mas um outro fator, talvez o mais importante a se considerar, é o perfil do usuário, das pessoas que irão utilizar esse espaço. Os gostos, preferências, culturas e hábitos devem aparecer no projeto para que as pessoas sintam-se bem no local que escolherem para morar ou trabalhar. E agora, um assunto que interessa a todos: o quanto se quer e se pode gastar na obra. Deixar sua casa confortável não é luxo e não precisa custar caro. A arquitetura de interiores pode estar presente desde o início ou adaptar o que já existe, dependendo de cada situação. A importância do profissional A escolha de um arquiteto é um dos fatores que garante o sucesso da obra. Atualizado sobre novas soluções e produtos que surgem diariamente, seu planejamento evita gastos desnecessários como desmanchar o que já foi feito. E o mais importante é a certeza do resultado: tudo é resolvido em projeto. A apresentação é feita de modo que o cliente compreenda o resultado final através de plantas, cortes, perspectivas e maquetes e não tenha nenhuma surpresa desagradável no decorrer da obra. Um bom arquiteto vai juntar todo seu conhecimento com os anseios do cliente. O nosso trabalho é sempre fundamentado em esclarecer sobre todas as decisões que serão tomadas e nunca impor nossa vontade sobre a do proprietário. E como já dizia o renomado arquiteto Arthur de Mattos Casas, “não acho que você tenha que mudar a cada estação que muda. Design e Arquitetura não têm que mudar igual à moda. Você não vai eliminando uma coisa acreditando noutra: você tem que ir acumulando coisas e mudando lentamente. Acho que é aí que você se envolve com o trabalho real, de fato, sincero, honesto e bom. Se for bom, você vai ver”. Fonte Jornal de Piracicaba - Colaboração: Karina Trevisan, arquiteta e urbanista, diretora do núcleo do IAB/SP ATMOSFERA 2.com.br - arquitetura- blogdoarquiteto
terça-feira, agosto 01, 2006
foi assim que caí aqui...
PARTICIPANDO DE UMA CRÍTICA, CRITICANDO...
Inspirado no questionamento do arquiteto Fernando Cals... sobre as ditas comissões ou RTs...
01/08/2006:
Olha, tenho uma posição bem definida a respeito da questão e quase uma certeza: ESTA PRATICA INFELIZMENTE VEM CONTRIBUINDO SUBSTANCIALMENTE PARA DENEGRIR NOSSA (ops, quase coloquei "classe")... PROFISSÃO.Afinal, "classe" nestas últimas décadas foi o que pouco podemos ver em na conduta profissional do arquiteto, seja por posição, seja por atitude e, após nossa categoria estar sendo literalmente esmagada por leigos que se entitulam "arquitetos", sejam lá decoradores e até competentes profissionais de outras áreas, somos soterrados por esta leva de conduta denominada RT em que uma grande massa dos que se dizem "profissionais" se prestam apenas a fazer contas dos parafusos que podem faturar com aquela ou outra obra... nao se preocupando mais com honorários (coisa do passado). Assim, quem deseja trabalhar honestamente tentando praticar arquitetura não consegue mais se sustentar no mercado de trabalho, por própria culpa álias.Somos uma categoria vazia, desorganizada e enfraquecida. Com a palavra os grandes responsaveis por nossa atitude na sociedade: nossas entidades de "classe".Bons tempos aqueles... de Eduardo Kennese de Melo! da campanha...ARQUITETURA: ATRIBUIÇÃO DE ARQUITETO.Ufa, acho que vou fazer um blog...Felicidades!!!... aos arquitetos que, de coração, dedicam suas vidas à arquitetura!
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